Subversa

Aldebarã | Mardson Soares


Quando o amor vier
amar o mundo
avisa-me por correspondência,
pois costumo deixar
minhas portas e janelas
encostadas

Quando a esperança vier
avivar o mundo
avisa-me pelo vento,
pois não há noutros
cantos ou lugares
mensageiro tão quanto
operário

O alcance do vento é
opalino e humanamente
inimaginável

Os adeptos a mensageiros
são geralmente gazeios – não o vento!

O vento não

Mas,
quando a antiga canção
vier ser ouvida pelo
mundo,
não precisarás, tu, avisar-me,
pois d’onde estiver
conseguirei senti-la…

junho de 2007


MARDSON SOARES  | Bom Jesus, PI

Sobre o Autor

1 Comentário

  1. Roberto Medina 15 de fevereiro de 2019 em 15:45

    Uma brisa amorosa, esse poema. Mardson com a mão e o coração certeiro nas palavras. (Roberto Medina)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão sinalizados *

Entre em Contato

contato.subversa@gmail.com
Brasil: (+21) 98116 9177
Portugal: (+351) 91861 8367